Links
Archives
Esses são alguns papéis e histórias sobre as pessoas, seres e fatos da Dimensão XCIII - 93 - na época do brilho de Capela, durante a repacificação das nações, segundo os Brorentins. Como esses dados chegaram a eles ninguém sabe ou saberá.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
A história mudou um pouco. Mas, claro, o que saiu por último fica como o mais perto do definitivo. A partir de agora vou mudar o texto neste mesmo post.
Cordialmente,
Brito
Das aventuras do hobbit Greevie e do elfo Griltohen
A Hodínie perdida
I
Dizem por aí que a Dimensão XCIII é um atoleiro. Não é verdade. Ela é um encalhadouro. Portanto não é um desses lugares que vão contra todas as probabilidades porque, por ser tão simples, é perfeitamente possível e provável que existe, ainda mais porque dispensa o glamour, todas aquelas semanas de preparação e o tapete vermelho. Ela fica em uma curva muito acentuada perfeitamente normal do universo multidimensional, onde todo tipo de coisa acaba parando e, em seguida, bem, acontecendo. E estas coisas chegaram até nós como nos contaram os Brorentins - a respeito de quem ninguém sabe nada, a não ser que talvez tenham seis dedos nas mãos. Mas tudo tem de começar do princípio.
E no princípio eram os hoddínies. Durante um período bastante longo foram só eles. Uma hora, era de se esperar, eles acabaram ficando cansados de tudo isso - mesmo que o conceito de "tudo" não seja o melhor para esse caso - e resolveram agitar um pouco as coisas. Há muito tempo grande parte do que se pensa, faz, realiza, acontece pode ser separado em um lado bom e um lado mal. Os hoddínies, na Dimensão XCIII - não foram eles que deram esse nome, até porque, por sua própria definição e posição no ranking das dimensões, a XCIII não teria ess número tão avançado, mas isso será discutido depois - eles eram o que havia de bom. Com o passar do tempo, a forma como agiam foi padronizada como o correto, as coisas que faziam foram sendo copiadas e todos princípios e valores - eles tampouco usavam essas palavras - que praticavam, foram se toranando o que chamou-se, posteriormente, de virtudes.
Se, no entanto, há bem, há mal também. Esse fato, ao contrário do que parece, não é algo ruim. Na verdade, é como a sobremesa gostosa depois da salada sem graça. Ou ainda a bonança e a tempestade, a parede e o rio de chocolate - mas voltemos ao assunto. Os hoddínies eram o bom, não há dúvida disso, mas outras coisas eram o mau. Mas as rodas do Tempo na época ainda estavam muito frescas, e, apesar de terem sido recentemente revisadas e estarem devidamente engraxadas, ainda rodavam devagar e distraídas - e distraídos estavam os hoddínies, bons, do que não era hoddínie e e, portanto, mau. Neste momento, então, os hoddínies olharam para suas mãos e perceberam que poderiam fazer coisas com elas. Por muito tempo, eles fizeram formas com as sombras das mãos e até fizeram carinho uns nos outros, na cabeça, na nuca e, bom, eles perceberam que poderiam fazer mais coisas ainda com as mãos se eles tivessem com o que fazê-lo.
No princípio eram os hoddínies e mais nada, tudo muito branco, insosso - porque nem o sal era. E os hoddínies inventaram coisas. Alquimistas e estudiosos dizem que foi o hidrogênio - alguns mais intrépidos ousam afirmar que era o hidrogênio antes do gás e que dessa coisa-primordial surgiram todas as outras por combinação. Há evidências para isso, mas segundo o relato dos Brorentins, depois da coisa-primordial, os hoddínies fizeram toda sorte de coisas com que pudessem trabalhar e, principalmente, se divertir.
Cordialmente,
Brito
Das aventuras do hobbit Greevie e do elfo Griltohen
A Hodínie perdida
I
Dizem por aí que a Dimensão XCIII é um atoleiro. Não é verdade. Ela é um encalhadouro. Portanto não é um desses lugares que vão contra todas as probabilidades porque, por ser tão simples, é perfeitamente possível e provável que existe, ainda mais porque dispensa o glamour, todas aquelas semanas de preparação e o tapete vermelho. Ela fica em uma curva muito acentuada perfeitamente normal do universo multidimensional, onde todo tipo de coisa acaba parando e, em seguida, bem, acontecendo. E estas coisas chegaram até nós como nos contaram os Brorentins - a respeito de quem ninguém sabe nada, a não ser que talvez tenham seis dedos nas mãos. Mas tudo tem de começar do princípio.
E no princípio eram os hoddínies. Durante um período bastante longo foram só eles. Uma hora, era de se esperar, eles acabaram ficando cansados de tudo isso - mesmo que o conceito de "tudo" não seja o melhor para esse caso - e resolveram agitar um pouco as coisas. Há muito tempo grande parte do que se pensa, faz, realiza, acontece pode ser separado em um lado bom e um lado mal. Os hoddínies, na Dimensão XCIII - não foram eles que deram esse nome, até porque, por sua própria definição e posição no ranking das dimensões, a XCIII não teria ess número tão avançado, mas isso será discutido depois - eles eram o que havia de bom. Com o passar do tempo, a forma como agiam foi padronizada como o correto, as coisas que faziam foram sendo copiadas e todos princípios e valores - eles tampouco usavam essas palavras - que praticavam, foram se toranando o que chamou-se, posteriormente, de virtudes.
Se, no entanto, há bem, há mal também. Esse fato, ao contrário do que parece, não é algo ruim. Na verdade, é como a sobremesa gostosa depois da salada sem graça. Ou ainda a bonança e a tempestade, a parede e o rio de chocolate - mas voltemos ao assunto. Os hoddínies eram o bom, não há dúvida disso, mas outras coisas eram o mau. Mas as rodas do Tempo na época ainda estavam muito frescas, e, apesar de terem sido recentemente revisadas e estarem devidamente engraxadas, ainda rodavam devagar e distraídas - e distraídos estavam os hoddínies, bons, do que não era hoddínie e e, portanto, mau. Neste momento, então, os hoddínies olharam para suas mãos e perceberam que poderiam fazer coisas com elas. Por muito tempo, eles fizeram formas com as sombras das mãos e até fizeram carinho uns nos outros, na cabeça, na nuca e, bom, eles perceberam que poderiam fazer mais coisas ainda com as mãos se eles tivessem com o que fazê-lo.
No princípio eram os hoddínies e mais nada, tudo muito branco, insosso - porque nem o sal era. E os hoddínies inventaram coisas. Alquimistas e estudiosos dizem que foi o hidrogênio - alguns mais intrépidos ousam afirmar que era o hidrogênio antes do gás e que dessa coisa-primordial surgiram todas as outras por combinação. Há evidências para isso, mas segundo o relato dos Brorentins, depois da coisa-primordial, os hoddínies fizeram toda sorte de coisas com que pudessem trabalhar e, principalmente, se divertir.